Assim que voltamos para o Brasil, após o término da nossa expedição, começamos a fazer a divulgação das nossas escaladas.
Na semana passada tivemos uma nota divulgada no site do GEEU www.geeu.wsystem.com.br e no site especializado AltaMontanha http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2525. Tivemos também uma entrevista publicada no portal da UNICAMP http://www.cgi.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2010/08/06/montanhistas-completam-a-trilogia-dos-alpes-e-divulgam-relatos-e-fotos.
Esta semana foi publicada uma matéria exclusiva no portal Webventure http://www.webventure.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/28637 e uma entrevista no jornal Correio Popular http://www.marski.org/downloads/felipe/cp2010_capa.pdf e http://www.marski.org/downloads/felipe/cp2010_materia.pdf
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Começando a divulgaçao
Assim que chegamos em casa já começamos o trabalho de divulgação da expedição. Essa tarefa é muito importante para dar um retorno aos nossos parceiros (patrocinadores e apoiadores), pois sem eles essa expedição não teria acontecido.
Nesta viagem foram feitas mais de 600 fotos e mais de 1 hora de video. Agora temos que selecionar as melhores fotos para fazer uma exposição e editar os videos para produzir um documentário. Desta vez eu usei uma sony H20 que filma em HD. Agora estou usando o editor Sony Vegas, pois o Windows Movie Maker (que eu usava antes) não permite trabalhar com o formato mpeg4. A edição do documentário é um trabalho longo mas bastante divertido. A nossa previsão é apresentar o filme durante uma palestra na FEF/UNICAMPno final de agosto.
Esta semana redigimos uma pequena nota sobre a expedição que foi divulgada nas listas de montanhismo (HangOn, Femesp, GEEU e EscaladaCampinas). Essa mesma nota está sendo divulgada no site do GEEU (www.geeu.wsystem.com.br).
Nesta viagem foram feitas mais de 600 fotos e mais de 1 hora de video. Agora temos que selecionar as melhores fotos para fazer uma exposição e editar os videos para produzir um documentário. Desta vez eu usei uma sony H20 que filma em HD. Agora estou usando o editor Sony Vegas, pois o Windows Movie Maker (que eu usava antes) não permite trabalhar com o formato mpeg4. A edição do documentário é um trabalho longo mas bastante divertido. A nossa previsão é apresentar o filme durante uma palestra na FEF/UNICAMPno final de agosto.
Esta semana redigimos uma pequena nota sobre a expedição que foi divulgada nas listas de montanhismo (HangOn, Femesp, GEEU e EscaladaCampinas). Essa mesma nota está sendo divulgada no site do GEEU (www.geeu.wsystem.com.br).
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Voltando para casa
No dia 21/07 pegamos um trem de Grindelwand para Paris, com várias conexões. Como o Albergue da juventude estava lotado fomos para o Hostel 3 Ducks. Um tanto barulhento, mas bem localizado.



Aproveitamos os dois dias restantes para passear por Paris, para comprar alguns equipamentos de escalada no Vieux Campeur e para escalar boulder em Fontainebleau.

A floresta de Fontainebleu é um lugar magnífico. Pegamos um trem da Gare de Lyon até Bois le Roi e depois deguimos a trilha GR1 até encontrar os blocos (Rocher Canon). Fizemos o circuiro 'jaune' ou amarelo. O lugar é muito agradável e tem um potencial enorme.

Na verdade essa foi a nossa despedida, depois de ter completado a Trilogia dos Alpes! No dia 24/07 pegamos o vôo da TAP de Paris para Campinas, com conexão em Lisboa.
Felipe e Andrigo
Aproveitamos os dois dias restantes para passear por Paris, para comprar alguns equipamentos de escalada no Vieux Campeur e para escalar boulder em Fontainebleau.
A floresta de Fontainebleu é um lugar magnífico. Pegamos um trem da Gare de Lyon até Bois le Roi e depois deguimos a trilha GR1 até encontrar os blocos (Rocher Canon). Fizemos o circuiro 'jaune' ou amarelo. O lugar é muito agradável e tem um potencial enorme.
Na verdade essa foi a nossa despedida, depois de ter completado a Trilogia dos Alpes! No dia 24/07 pegamos o vôo da TAP de Paris para Campinas, com conexão em Lisboa.
Felipe e Andrigo
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Trilha em Grindelwad
Depois da nossa escalada no Eiger, nós tiramos um dia de folga em Grindelwald, novamente no Hostel Downtown Lodge. Como já haviamos comprado a passagem para Paris para o dia 21/07, tinhamos um dia livre antes de viajar. Decidimos então fazer uma trilha nas redondezas de Grindelwald.


Essa trilha percorre um platô de altitude, aproximadamente a 2000 m, do lado oposto ao Eiger. Assim, temos sempre um visual privilegiado. A trilha começa perto da estação de trem e vai subindo entre chalés belíssimos até uma estação de teleférico chamada Bort. De lá pegamos uma trilha que nos levou (em 2 horas) até o minúsculo vilarejo de Valdspitz (um restaurante e uns 3 chalés).

Neste ponto começa uma trilha que vai até Bussalp (mais 2 horas) seguindo a cota de 2000 m. Na foto abaixo já estamos chegando na pequena vila de Bussalp.

Vejam a visão magnífica do Eiger bem em frente. Um pouco mais atrás (e a direita) aparece o Monch. A rota Mittelegi percorre a aresta à esquerda do cume do Eiger e a descida é feita pela aresta à esquerda do cume, ou seja, fazendo a travessia de um lado para o outro.

De Bussalp pegamos outra trilha, que em mais 2 horas, nos levou de volta a Grindelwad. Apenas essa trilha (um pouco mais de 6 horas)já teria valido a pena passar pela cidade. Mas o lugar tem muitos outros atrativos.

No dia seguinte pegamos um trem para Interlaken, depois outro para Bern, mais um para Lausanne e finalmente o TGV até Paris. Ainda bem que as conexões são super rápidas. Em menos de 15 minutos troca-se de trem.
Essa trilha percorre um platô de altitude, aproximadamente a 2000 m, do lado oposto ao Eiger. Assim, temos sempre um visual privilegiado. A trilha começa perto da estação de trem e vai subindo entre chalés belíssimos até uma estação de teleférico chamada Bort. De lá pegamos uma trilha que nos levou (em 2 horas) até o minúsculo vilarejo de Valdspitz (um restaurante e uns 3 chalés).
Neste ponto começa uma trilha que vai até Bussalp (mais 2 horas) seguindo a cota de 2000 m. Na foto abaixo já estamos chegando na pequena vila de Bussalp.
Vejam a visão magnífica do Eiger bem em frente. Um pouco mais atrás (e a direita) aparece o Monch. A rota Mittelegi percorre a aresta à esquerda do cume do Eiger e a descida é feita pela aresta à esquerda do cume, ou seja, fazendo a travessia de um lado para o outro.
De Bussalp pegamos outra trilha, que em mais 2 horas, nos levou de volta a Grindelwad. Apenas essa trilha (um pouco mais de 6 horas)já teria valido a pena passar pela cidade. Mas o lugar tem muitos outros atrativos.
No dia seguinte pegamos um trem para Interlaken, depois outro para Bern, mais um para Lausanne e finalmente o TGV até Paris. Ainda bem que as conexões são super rápidas. Em menos de 15 minutos troca-se de trem.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cume no Eiger
Acabamos de voltar para Grindelwad. Fizemos cume no Eiger ontem, dia 18/07.
Subimos para o Refugio Mittelegi no dia 17/7. Primeiro pegamos um trem para Kleine Scheidegg, que fica bem embaixo da face norte do Eiger. Depois pegamos outro trem, que atravessa a montanha atraves de um tunel. Esse trem, o Jungfraujoch ou top of eupope, eh considerado o mais alto da europa, chegando ateh 3454 m.

Descemos na penultima estacao, a Eismeer. La entramos em um pequeno tunel escorregadio que nos levou direto ateh o glaciar.

Cruzamos e glaciar e depois escalamos uma encosta ateh o refugio Mittelegihutte, onde fomos muito bem recebidos, com um copo de cha quente. Depois de fazer a nossa refeicao, fomos para o dormitorio. O tempo estava bem fechado e nevou a noite inteira.

No dia seguinte acabamos saindo mais tarde do que o previsto, por causa da grande quantidade de neve acumulada na aresta Mittelegi. Saimos as 7h30, em vez de 6 hs como estava previsto, jah calcando os crampons. A escalada acontece o tempo todo sobre uma aresta muito estreita, com um verdadeiro abismo de cada lado. Do lado norte estah a famosa nordwand do Eiger com cerca de 1800 m de parede vertical. Fomos vencendo os varios obstaculos, alguns deles jah equipados com cordas fixas, tamanha a dificuldade da escalada, principalmente nessas condicoes, cheia de neve.

Finalmente chegamos na aresta do cume, tao afilada que nao dah para duas pessoas ficarem lado a lado. Tiramos alguma fotos e comemoramos mais esse cume.


A descida eh feita pelo outro lado, pela aresta sul ou pela rota Sudgratt. Nao dah para dizer que esta rota seja mais facil, pois alem de ser uma aresta estreita como a Mittelegi, ela eh muito irrgular, ou seja, cheia de sobe e desce. A descida parecia interminavel. O sol ja estava se pondo quando chegamos no glaciar. Depois tivemos que atravessar todo o glaciar e subir ateh o refugio Monchhutte. Chegamos lah por volta das 23 hs, totalmente exaustos, mas felizes por ter feito mais um cume.
No dia seguinte saimos do refugio, fomos ateh a estacao Jungfraujoch e pegamos o trem de volta para Grindelwald.
Subimos para o Refugio Mittelegi no dia 17/7. Primeiro pegamos um trem para Kleine Scheidegg, que fica bem embaixo da face norte do Eiger. Depois pegamos outro trem, que atravessa a montanha atraves de um tunel. Esse trem, o Jungfraujoch ou top of eupope, eh considerado o mais alto da europa, chegando ateh 3454 m.
Descemos na penultima estacao, a Eismeer. La entramos em um pequeno tunel escorregadio que nos levou direto ateh o glaciar.
Cruzamos e glaciar e depois escalamos uma encosta ateh o refugio Mittelegihutte, onde fomos muito bem recebidos, com um copo de cha quente. Depois de fazer a nossa refeicao, fomos para o dormitorio. O tempo estava bem fechado e nevou a noite inteira.
No dia seguinte acabamos saindo mais tarde do que o previsto, por causa da grande quantidade de neve acumulada na aresta Mittelegi. Saimos as 7h30, em vez de 6 hs como estava previsto, jah calcando os crampons. A escalada acontece o tempo todo sobre uma aresta muito estreita, com um verdadeiro abismo de cada lado. Do lado norte estah a famosa nordwand do Eiger com cerca de 1800 m de parede vertical. Fomos vencendo os varios obstaculos, alguns deles jah equipados com cordas fixas, tamanha a dificuldade da escalada, principalmente nessas condicoes, cheia de neve.
Finalmente chegamos na aresta do cume, tao afilada que nao dah para duas pessoas ficarem lado a lado. Tiramos alguma fotos e comemoramos mais esse cume.
A descida eh feita pelo outro lado, pela aresta sul ou pela rota Sudgratt. Nao dah para dizer que esta rota seja mais facil, pois alem de ser uma aresta estreita como a Mittelegi, ela eh muito irrgular, ou seja, cheia de sobe e desce. A descida parecia interminavel. O sol ja estava se pondo quando chegamos no glaciar. Depois tivemos que atravessar todo o glaciar e subir ateh o refugio Monchhutte. Chegamos lah por volta das 23 hs, totalmente exaustos, mas felizes por ter feito mais um cume.
No dia seguinte saimos do refugio, fomos ateh a estacao Jungfraujoch e pegamos o trem de volta para Grindelwald.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Estamos em Grindelwald
Ontem viajamos de trem de Zermatt a Grindelwald. A viagem levou apenas 3 horas mas tivemos que trocar de trem 3 vezes. A cidade eh muito bonita, mas eh bem menor que Zermatt.

Estamos alojados em um albergue muito legal, chamado Downtown Lodge.
Hoje fomos fazer uma caminhada por uma trilha muito legal, do lado oposto ao Eiger, para ter uma visao mais clara da rota que pretendemos fazer, a Mittelegi. Conseguimos ate ver o refugio Mittelegi. A rota segue a resta a direita do cume do Eiger, na foto abaixo.

Esta eh a famosa face norte do Eiger, considerada uma das escaladas mais dificeis dos Alpes e palco de varias tragedias durante a conquista.

Em funcao da previsao do tempo, resolvemos subir para o refugio amanha e tentar o cume no dia 18/7.
Felipe e Andrigo
Estamos alojados em um albergue muito legal, chamado Downtown Lodge.
Hoje fomos fazer uma caminhada por uma trilha muito legal, do lado oposto ao Eiger, para ter uma visao mais clara da rota que pretendemos fazer, a Mittelegi. Conseguimos ate ver o refugio Mittelegi. A rota segue a resta a direita do cume do Eiger, na foto abaixo.
Esta eh a famosa face norte do Eiger, considerada uma das escaladas mais dificeis dos Alpes e palco de varias tragedias durante a conquista.
Em funcao da previsao do tempo, resolvemos subir para o refugio amanha e tentar o cume no dia 18/7.
Felipe e Andrigo
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Cume no Matterhorn e bivaque na descida
Esta foto foi tirada em Zermatt, perto do cemiterio dos alpinistas que morreram nas montanhas da regiao. Pode-se ver o Matterhorn ao fundo.
Zermatt ainda conserva casas muito antigas, do seculo XVI. Esta casa esta na rua principal da cidade velha, onde os telhados sao de pedra ardosia.
O Matterhorn eh o cartao postal da cidade. Alias, tudo aqui tem essa imagem. Esse sera o nosso desafio para amanha.
Comecamos a nossa subida para o refugio pegando o teleferico Schwarzsee Paradise, que nos leva a 2583 m. De la pegamos uma trilha de cerca de 2 horas ate o refugio.
Chegamos no refugio Hornli-Hutte a 3260 m por volta das 12 hs. Fomos ate o comeco da via conhecer o primeiro trecho, que possui uma corda fixa e eh feito ainda de noite. Voltamos para o refugio para nos registrarmos e arrumarmos nossas coisas. Fomos durmir cedo pois o despertar estava previsto para 3h30.
No dia 12/7 levantamos na hora prevista, junto com a maior parte das pessoas, tomamos cafe, nos equipamos e saimos do refugio as 4h20. Fomos subindo seguindo as luzes das laternas frontais dos outros, mas logo acabamos nos desviando da rota normal, pegando caminhos alternativos. Mesmo depois do dia nascer, erramos algumas vezes o percurso, tendo inclusive que rapelar uma vez, pois pegamos uma via que subia numa torre que deveria ser contornada. Na metade da subida, onde tem o refugio de emergencia Solvay, a cerca de 4000 m, comecamos a cruzar algumas pessoas descendo. Agora fica facil entender porque tanta gente sobe com os guias. Eles conhecem o caminho perfeitamente e sobem muito mais rapido. So que um guia custa mais de 1177 Francos Suicos ou cerca de 1200 US$, mais os custos do teleferico, refugio, etc.
Fomos subindo devagar e o tempo foi fechando. Pudemos observar que todos os dias se forma uma grande nuvem que cobre o cume do Matterhorn. Ja perto do cume, tem um trecho totalmente coberto de neve, onde foi necessario colocar os crampons. Chegamos no cume as 14 hs, depois de 10 horas de escalada. O tempo estava fechado, quase sem visibilidade para o lado suico. Por outro lado, do lado italiano a visiblidade era perfeita, como pode-se ver nas fotos abaixo. Infelizmente nao tinha ninguem no cume para tirar uma foto nossa com a bandeira do Brasil.
Comecamos a descer, primeiro o trecho com neve, depois um trecho com cordas fixas. Fizemos alguns rapeis nos trechos mais ingrimes, mas isso acabou nos tomando bastante tempo, pois varias vezes a corda enrroscou no momento de puxar a corda. Por volta das 18 hs o tempo fechou de verdade e comecou a nevar. A descida ficou ainda mais dificil. Num rapel a corda ficou presa novamente e como ja estava ficando tarde, achamos mais prudente parar naquele momento e preparar um bivaque. Achamos um lugar mais protegido da neve e do vento e nos preparamos para passar a noite. Foi muito dificil passar toda a noite sentado, em cima da pedra, com um tempo horrivel e uma temperatura proxima de - 5 graus. Quando o dia amanheceu comecamos a preparar a nossa descida. Fomos descendo lentamente, pois o caminho estava todo coberto de neve. Tentavamos observar as pessoas que estavam subindo para nao errar o caminho. Demoramos muito para descer, pois estavamos cansados e desidratados. Chegamos no refugio as 14 hs, depois 34 horas na montanha. Comemos um pedaco de bolo com coca-cola, que foi a nossa unica refeicao nesse periodo. Arrumamos as coisas e descemos rapidamente a trilha ate o teleferico, tentando chegar antes das 17 hs, horario da ultima viagem. Chegamos no albergue exaustos, tomamos um merecido banho, comemos alguma coisa e fomos dormir.
Hoje 14/7 vamos ficar no albergue descansando e nos recuperando para a proxima escalada.
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